CARBOIDRATOS x OBESIDADE

Carboidratos são macromoléculas formadas por numerosos monômeros de açúcar encontrados no amido e consideradas fontes de energia orgânica fundamentais para a realização de atividades físicas e químicas. A ingestão de alimentos amiláceos, como arroz,feijão e batata, desencadeia um complexo e intrincado processo digestivo dos carboidratos por duas vias metabólicas.

Eles podem ser imediatamente queimados durante a realização de exercícios físicos ou transformados em açúcar e estocados nas células adiposas sob a forma de gordura enquanto aguarda o momento da sua transformação em energia. Este segundo processo só é possível graças à atuação de uma enzima digestiva, a alfa-amilase, que reduz as longas cadeias de carboidratos em moléculas menores de glicose. A alfa amilase é sintetizada e liberada pelo pâncreas sempre que há ingestão de amido. Amido contribui com aproximadamente um terço do total de calorias ingeridas na dieta diária e, quando o assunto é obesidade, é praticamente impossível se conseguir a redução efetiva de peso sem controlar rigorosamente a ingestão desse elemento altamente calórico.

Bloquear a absorção parcial de amido é fundamental no tratamento e na prevenção do excesso de peso, cujo sucesso está intimamente ligado aos regimes hipocalóricos. Esta ideia, no entanto, nem sempre encontra suporte no próprio paciente, que a torna um processo incompleto e ineficiente.

Inibidores da alfa-amilase – a mais nova arma contra a obesidade.

Inibidores específicos da alfa-amilase animal foram descobertos em certas plantas,particularmente no trigo e em feijões, ainda nos anos 40. O interesse em tais inibidores surgiu por se acreditar que a redução na digestão de amido tanto melhoraria a tolerância de pacientes diabéticos pré-insulínicos aos carboidratos ingeridos quanto auxiliaria indivíduos obesos no tratamento da redução de peso. A hipótese se baseava na propriedade dos extratos de trigo e feijões de neutralizar a alfa-amilase antes que ela pudesse converter carboidrato em glicose. Contudo, foi somente no início dos anos 70 que a primeira pesquisa foi conduzida sobre essas plantas para determinar sua habilidade em neutralizar o metabolismo de carboidratos. MARSHAL e LAUDA purificaram um inibidor proteináceo de alfa-amilase do Phaseolus vulgaris (feijão branco) e o submeteram ao primeiro estudo in vitro para avaliar sua habilidade inibidora. Os pesquisadores comprovaram ação específica do extrato sobre a alfa-amilase e o denominaram Faseolamina.

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