Os transtornos de humor fazem parte de um grupo de condições mentais que se caracterizam fundamentalmente por ocasionarem alterações de humor (FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA, 2006).
A depressão, um dos principais transtornos de humor, é considerada o “Mal do século XX”.
Na Antiquidade, antes mesmo da Era Cristã era conhecida como melancolia, os gregos já associavam as doenças da mente às disfunções corporais, por meio do ditado “Mente sã em corpo são”.
Durante a Idade Média, a prevalência da religião alterou a forma como se enxergavam as doenças mentais, tornando-as místicas e sobrenaturais.
Foi somente na Idade Contemporânea que a depressão foi considerada uma doença mental, graças aos avanços da farmacologia, patologia e psicopatologia (GONÇALVES; MACHADO, 2007).
De acordo com dados recentes da OMS, a depressão é um transtorno mental tão comum que será a segunda maior preocupação de saúde pública em 2020 (ANVISA, 2012) e estima que cerca de 75% das pessoas com depressão não recebem tratamento adequado. Mais de 350 milhões de pessoas sofrem com esta patologia no mundo, com maior prevalência em mulheres e idosos (WHO, 2012). No Brasil, atinge aproximadamente 17 milhões de pessoas.
Ainda não está elucidada a origem da depressão, esta patologia possui como sintomas centrais:humor deprimido, perda de interesse ou ausência de prazer, oscilações entre sentimento de culpa e baixa autoestima, distúrbios do sono ou do apetite, sensação de cansaço e falta de concentração. O sentimento de vazio, de falta de sentido na vida e de esgotamento caracterizam os casos mais graves, chegando às ideias e tentativas de suicídio (JARDIM, 2011).
O tratamento da doença envolve os esforços de vários profissionais, e pode ser farmacológico ou não, ao farmacêutico cabe orientar corretamente os pacientes e acompanhá-los durante o uso dos medicamentos prescritos pelo médico.
Bibliografia: Fascículo X – CUIDADOS FARMACÊUTICOS NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM DEPRESSÃO – Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo 2014.
